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1) Processo de identificação de árvores no município de Capixaba - Acre.

2) Visitando o depósito de Ouro Verde, um dos grandes distribuidores de madeira certificada em Rio Branco - Acre.

3) Corte de árvore centenária no município de Xapuri - Acre. (Xapuri é um município brasileiro localizado no interior do estado do Acre.)

4) Visitando a casa do Chico Mendes em Xapuri - Acre.

5) Escola da Madeira patrocinada pelo governo da Itália, em Xapuri Acre.

 

6) Plantio de Mudas.


1) Visita ao Projeto Jari, segunda floresta certificada FSC do Mundo.

2) Visitando a Xiloteca do Projeto Jari, mais de 800 espécies de árvores.

3) Escola da madeira para filhos de empregados do Projeto Jari.

4) Árvore Centenária catalogada. Manejo sustentável. Projeto Jari.

5) Madeiras certificadas pelo FSC prontas para o embarque. Projeto Jari. 

6) Empregado da madeireira Projeto Jari com a camiseta com os dizeres "Acredite no Poder da Música" (premonição).


Renomados artistas plásticos apropriam-se criativamente de uma guitarra Hering. O objetivo foi mostrar que somente um grande artista poderá transcender a beleza natural das madeiras utilizadas na fabricação de instrumentos musicais. Marupá, cedro cetim, ou nectandra negra são composições da própria natureza, dificilmente superadas por intervenção humana.

Além da valorização estética da madeira, a Hering, em parceria com o IBAMA, desenvolve projetos visando a sustentabilidade do meio ambiente. Com o pacto em prol da ecologia conquistou o Selo Forest Stewardship Council, reconhecido mundialmente.

Com esta mostra a Hering alerta para necessidade urgente de respeito às gerações futuras, trabalhando com produtos de qualidade, respeitando o meio ambiente e a cultura dos povos da floresta. 

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Desenvolvimento de Instrumentos Musicais Artesanais - visita à aldeia Formoso em Tangará da Serra – Mato Grosso para avaliar o ensino na música com instrumentos relacionados à cultura das tribos indígenas do Amazonas. Visita ao centro cultural de Tangará da Serra. Outubro de 2010. 

  


Uma música inconveniente 

INTRODUÇÃO

Não sou biólogo, não sou engenheiro ambiental nem possuo conhecimentos técnicos sobre os ecossistemas terrestres. Mas uma coisa ficou clara para mim desde os tempos de escola: a importância das florestas. Ainda criança, aprendi que dependemos das árvores para viver já que uma das funções delas é a capacidade de realizar a fotossíntese. Como sabemos, a fotossíntese é o processo por meio do qual as plantas e alguns outros organismos vivos transformam energia luminosa em energia química, processando dióxido de carbono (CO2), água (H2O) e minerais na produção de compostos orgânicos e oxigênio gasoso (O2). A fotossíntese é, portanto, um processo biológico fundamental para a manutenção da vida na Terra. Não adianta me dizerem que na Idade Média a Terra já foi mais quente do que é hoje ou que venham com outras argumentações. Se o homem continuar derrubando florestas na velocidade atual, então estaremos nos encaminhando para um suicídio coletivo. É simples assim.

Para mim, essa reflexão tomou uma proporção ainda maior quando, em novembro de 2005, procurando madeiras de boa qualidade e adequadas à fabricação de instrumentos musicais, visitei diversos Estados da região amazônica. Logo na chegada, com a abertura da porta do avião, uma fumaça densa invadiu o interior da cabine, tornando difícil até a respiração. A explicação que me deram naquela ocasião foi que, com o atraso das chuvas e a floresta muito seca, eram inúmeros os focos de incêndio espalhados pela região – muitos criminosos –, fazendo com que o fogo ficasse fora de controle. À noite, tive que dormir com uma toalha molhada no rosto para facilitar a respiração.

No dia seguinte, o aeroporto foi fechado, pois a fumaça não permitia visibilidade adequada para pousos e decolagens. As aulas foram suspensas, já que muitas crianças apresentavam problemas respiratórios e os hospitais se encheram de idosos com os mesmos problemas.

Quando saí da cidade para visitar algumas comunidades exploradoras de madeira, pude ver extensões de troncos de árvores carbonizados, caídos, ainda fumegantes. A imagem era muito mais impressionante do que as centenas de fotografias que havia visto até então. Tudo isso parecia distante da realidade para quem sempre viveu em grandes centros urbanos. É algo sobre o qual, geralmente, apenas ouvimos falar, discutimos e formamos opiniões diversas, mas não nos damos conta do que realmente está acontecendo. Essa experiência proporcionou uma visão que todos deveriam ter pelo menos uma vez em sua vida, pois as ações humanas em determinada região trazem conseqüências para todo o mundo, e para cada indivíduo.

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